Os motoristas e cobradores de ônibus do sistema de transporte público do Distrito Federal encerram daqui a pouco, às 10 horas, uma paralisação relâmpago em protesto por atraso de dez dias no pagamento dos salários. O protesto envolve trabalhadores de quatro empresas que atendem a sete regiões administrativas. Em junho, os rodoviários já tinham ameaçado parar por falta de salários.
O Sindicato dos Rodoviários informou que a categoria deveria ter recebido as horas extras no último dia 5, mas até o momento não houve pagamento. As empresas afetadas atendem os usuários de Santa Maria, Gama, Taguatinga, Ceilândia, Guará, São Sebastião e o Paranoá. São aproximadamente 12 mil trabalhadores parados.
As empresas pediram um prazo para realizar o pagamento e alegaram que salários e outros benefícios estão em dia. Além disso, afirmaram que não houve demissões, enquanto outras categorias sofreram com milhares de demissões durante a pandemia causada pela Covid-19.
Segundo uma funcionária da empresa Pioneira, que não quis se identificar, em São Sebastião houve cerca de 30 demissões de motoristas e cobradores para cortar gastos. “Muitos colegas foram demitidos sem motivo, a empresa alegou ser por causa da crise econômica que estamos passando, mas a nossa categoria não parou em momento algum desde o início da pandemia “, relatou a funcionária.






















