Dilma é acusada de furar fila para se aposentar

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A ex-presidente Dilma Rousseff teve que explicar neste sábado (1) o processo de sua aposentadoria aberto após ser afastada do cargo. Ela é acusada de furar a fila para poder se aposentar. A denúncia foi publicada em reportagem da revista Época desta semana. 

Segundo a reportagem, Dilma teria se aposentado menos de 24 horas depois de ter assinado, em 31 de agosto, a notificação do Senado que oficializava que o impeachment havia sido aprovado. Aposentou-se com salário de R$ 5.189,82, que é o teto da Previdência.

O tempo médio de espera para se aposentar no Brasil é de 74 dias, segundo o INSS. Em Brasília, onde o pedido de Dilma foi deferido, é de 115 dias.

A revista informa ainda que Carlos Gabas, ex-ministro de Dilma e servidor de carreira do INSS, teria acompanhado uma mulher munida de procuração de Dilma para fazer o pedido da aposentadoria em uma agência do instituto em Brasília.

O chefe da agência, Iracemo da Costa Coelho, foi responsável pelo atendimento. Enquanto Fernanda Cristina Doerl dos Santos teria sido responsável, segundo a revista, por fazer 16 alterações no cadastro da ex-presidente em 10 de dezembro do ano passado.

Apenas oito dias depois que o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciou que havia aceitado o pedido de impeachment da presidente. Fernanda exercia uma função gratificada na Diretoria de Atendimento do INSS, na sede do órgão em Brasília. Gabas, Coelho e Fernanda foram afastados nesta sábado (1) por abertura processo administrativo.

A assessoria de Dilma rebateu por meio de nota que “diferentemente do que insinua a revista Época, ao dar um tom escandaloso para o pedido de aposentadoria de Dilma Rousseff, não houve qualquer tipo de concessão ou tratamento privilegiado”.

Segundo assessoria a revista “dá ares de farsa à aposentadoria de Dilma ao insinuar que a ficha cadastral dela teria sido adulterada de maneira suspeita, dentro de uma agência do INSS, ainda no ano passado”. A nota informa também que “isso é um desrespeito à ex-presidenta, cuja honestidade nem mesmo seus adversários questionam”.

As alterações feitas no cadastro tiveram como objetivo comprovar os vínculos empregatícios da ex-presidente nos últimos 40 anos, de acordo com a assessoria. Além disso, destaca que a regra atual de aposentadoria para mulheres exige um mínimo de 85 pontos, considerando a idade e o tempo de contribuição. Dilma teria atingido 108 pontos, com 40 anos de serviços públicos e 68 anos de idade.

A ex-presidente decidiu se aposentar e recorreu, por meio de procuração a uma pessoa de confiança, a uma agência do INSS e Gabas teria acompanhado, segundo a assessoria da ex-presidente. 

Na nota, a assessoria de Dilma ataca “o jornalismo de guerra adotado pelas Organizações Globo e seus veículos” e afirma que seus advogados avaliam os procedimentos jurídicos a serem adotados contra a revista. Com informações do Estado online.

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