O ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, disse ter sofrido perseguição política e relatou que ouviu do ex-ministro da Justiça Sergio Moro um recado, segundo o qual o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) o teria mandado “parar de dizer que quer ser presidente”. Witzel presta neste momento depoimento na CPI da Covid do Senado. O Misto Brasília transmite ao vivo a sessão. Assista pela homepage do site.
Witzel acusou a subprocuradora Lindora Araújo de ser parcial nas investigações envolvendo repasses federais aos estados. Ele pediu afastamento da procuradora porque estaria claro o interesse dela na narrativa do governo federal. Em resposta ao relator, senador Renan Calheiros (MDB), Witzel disse que o nível de cooperação do Ministério da Saúde durante a pandemia foi “praticamente zero”. Ele também afirmou que não teve apoio das Forças Armadas para montar hospitais de campanha.
O ex-governador defendeu suas ações contra a pandemia. “Só não conseguimos evitar mais mortes porque não tivemos a coordenação do governo federal. A sucessão de ministros da Saúde dificultou. Deputados sabotaram os hospitais de campanha.”
Witzel disse na CPI da Covid que foi cassado por ter investigado morte de Marielle Franco. “Tudo começou porque mandei investigar sem parcialidade o caso Marielle. Quando foram presos os dois executores, a perseguição contra mim foi inexorável”. Em sua defesa, ele disse à CPI que foi cassado por um tribunal de exceção e classificou seu impeachment como uma “vergonha para a história do Brasil”, porque o tribunal foi “totalmente parcial”.
Witzel acusou o governo federal de agir de caso pensado para deixar estados sem condições de comprar insumos e respiradores. O intuito do Executivo, disse o ex-governador do RJ, foi se livrar das consequências da pandemia. Ele foi convocado por conta de denúncias de que teria se beneficiado de um esquema de corrupção no início da pandemia. Witzel sofreu impeachment em setembro.





















