Força-tarefa da Lava Jato queria comprar sistema de espionagem

Detal Dallagnol ex-procurador da República Misto BRasília
Dallagnol foi eleito deputado federal pelo estado do Paraná/Arquivo
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Denúncia encaminhada ao Supremo indica que o interesse era pelo Pegasus

Nesta segunda-feira (26), em uma petição protocolada no Supremo Tribunal Federal, a defesa do ex-presidente Lula da Silva, revela como os procuradores em Curitiba teriam buscado criar um sistema de espionagem cibernética clandestina.

A perícia tem como base mensagens de chats entre membros da Lava Jato apreendidas na Operação Spoofing. De acordo com a petição encaminhada, a partir de diálogos de procuradores, “a Operação Lava Jato teve contato com diversas armas de espionagem cibernética, incluindo o aludido dispositivo Pegasus“.



Em uma conversa no chat de um grupo de procuradores em 31 de janeiro de 2018, é citada uma reunião entre os membros da Lava Jato do Rio de Janeiro, de Curitiba e representantes de uma empresa israelense que vendiam uma “solução tecnológica” que “invade celulares em tempo real”. Essa tecnologia, segundo os advogados, mais tarde seria identificada como sendo o Pegasus.

Na petição, a defesa de Lula ainda aponta queria comprar , em 2017, “a intenção de criar um ‘bunker’ no gabinete do procurador da República Deltan Dallagnol”.


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