A homologação das delações premiadas da empreiteira Odebrecht nesta segunda-feira – mas sem a divulgação imediata de seu conteúdo – iniciou um período de apreensão no governo.
O Palácio do Planalto avalia que assim que começar a temporada de vazamentos dos acordos de colaboração com a Justiça, o presidente Michel Temer e seus auxiliares mais próximos avaliarão quais ministros citados na Operação Lava Jato terão condições de permanecer no cargo e quais terão de deixar as funções por causa da gravidade das acusações, informa o El País.
Nos últimos meses, ao menos quatro deles já foram citados por delatores: Eliseu Padilha (Casa Civil), José Serra (Relações Exteriores), Gilberto Kassab (Cidades) e Moreira Franco (programa de privatizações). Todos negaram qualquer envolvimento em atos ilícitos.
O levantamento do sigilo não segue um critério para todos os casos. Por exemplo, executivos da empreiteira Andrade Gutierrez assinaram um acordo em abril do ano passado e até agora, a maior parte deles, permanece secreta.
Já em outros casos, como no do ex-senador Sergio Machado, o teor de sua delação foi suspenso quase um mês depois de assinada, isso porque ela vazou e acabou publicada pelo jornal Folha de São Paulo em 23 de maio.
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