Tudo ou nada para aprovar a PEC dos gastos públicos

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O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (Dem-RJ), usou o microblog Twitter para enaltecer o jantar de ontem à noite no Palácio do Alvorada. Em postagem ainda à noite dizia que “amanhã vamos marcar a história deste país”.

Referia-se a sessão desta segunda-feira que marca a votação em primeiro turno da PEC que limita os gastos públicos. Mas se observar o número de participantes presentes, a história prevista por Maia será bem complicada de ser construída. De 400 parlamentares convidados, apenas 215 foram recepcionados pelo presidente Michel Temer (PMDB) e sua esposa, Marcela.

O número pode não indicar o apoio do governo a esta matéria, mas indica que nem tudo anda bem na base governista, O jantar foi anunciado há mais de uma semana e serviria também para garantir a presença na votação de hoje, que deve acontecer somente à noite.

A preocupação no Palácio do Planalto é tanta que até ministros com mandato parlamentar foram exonerados para reforçar o quórum. O deputado Bruno Araújo (PSDB-PE) ficará dois dias fora do Ministério das Cidades. Também foi exonerado o deputado licenciado Fernando Coelho Filho (PSB-PE), das Minas e Energia.

Maia também estaria costurando um acordo com os governadores no projeto da repatriação de recursos em troca da PEC dos gastos públicos. A repatriação daria maior fôlego aos estados do Nordeste, como a Bahia e o Maranhão. Os dois estados são os maiores beneficiados pela repatriação de recursos.

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