As reformas que tramitam no Congresso estão servindo de pano de fundo para agudizar a crise no PSB e ao mesmo tempo antecipar a disputa interna pelo comando do partido, cuja mudança na executiva nacional está marcada para outubro.
Carlos Siqueira, atual presidente, quer ir à reeleição. Ele representa o grupamento pernambucano, que perde força para a ala paulista do vice-governador de São Paulo, Márcio França, segundo conta o blogueiro Magno Martins, de Pernambuco.
Na votação da reforma trabalhista, semana passada, a líder na Câmara, Tereza Cristina (MT), eleita pela força de Márcio França, com o apoio do grupo do senador pernambucano Fernando Bezerra Filho e seu filho, o ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho, passou por cima da decisão da executiva nacional, que havia fechado questão contra o projeto do Governo. Em plenário, ela liberou a bancada, que deu 14 votos à reforma trabalhista entre os 30 deputados.
A postura da líder pode ter um preço caro. Na última sexta-feira, ainda sob o impacto da aprovação da reforma trabalhista, segmentos sociais do PSB entraram com uma representação pedindo destituição dela. Como Tereza não integra o grupo de Siqueira, evidentemente que não lhe restava alternativa: remeteu imediatamente para o Conselho de Ética e deve trabalhar, nos bastidores, a degola.














