Com aval de dirigentes partidários das tradicionais legendas do país, deputados da comissão da reforma política da Câmara articulam aprovar até setembro no Congresso uma proposta para as eleições gerais de 2018 que misture um fundo bilionários com recursos públicos para bancar as campanhas juntamente com a adoção da lista pré-ordenada de candidatos.
De acordo com a reportagem de Ricardo Brito, da Reuters, nesse sistema, os eleitores não votam diretamente em candidatos, mas em nomes escolhidos por uma ordem estabelecida pelo próprio partido.
Os parlamentares avaliam que esse “combo” eleitoral vai permitir o barateamento das campanhas no próximo ano. Integrantes de partidos tradicionais, como o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), têm defendido a adoção da chamada lista fechada como forma de dar maior transparência para a escolha de representantes eleitos para cargos proporcionais, como os deputados.
Estimativas indicam que o custo desse novo modelo eleitoral giraria em torno de 2 bilhões a 3 bilhões de reais, menos, por exemplo, que a despesa da última campanha geral de 2014, de 5,1 bilhões de reais –valor esse não corrigido pela inflação do período.
O presidente do TSE, Gilmar Mendes, reuniu-se na quarta-feira a portas fechadas com deputados da comissão e defendeu aos parlamentares que aprovassem a reforma política para evitar o caixa 2 na campanha de 2018.

















