A nova geração está reinventando trabalhos manuais necessários há séculos em todo o mundo, mas pouco prestigiados. Os velhos ofícios ganharam novo status: barbeiro, açougueiro e bartender.
Agora passaram a ser carreiras bem remuneradas e perfeitamente reconhecidas, até para quem tem diploma universitário.
No geral, são jovens que optam por não exercer nenhuma das profissões mais “prestigiadas” da economia – que, normalmente, são relacionadas à tecnologia ou a um conhecimento muito aprofundado, escreve a BBC Brasl.
O retorno ao passado em resposta a esse e a outros desafios das modernas linhas de produção, assim como a pouca idade dos protagonistas desse novo tipo de mudança, imediatamente remetem à categoria de “hipster“.
Os hipsters são caracterizados por resgatar ideias do passado para descontextualizá-las, reinterpretá-las e aplicá-las às tendências atuais.
O hipsterismo, segundo o site “Aqui se fala português” é um fenômeno mundial que não deixa ninguém indiferente. Mais visíveis do que nunca no cenário urbano, tudo o que os hipsters falam é cool. O propósito é ser diferente, seja na roupa, modo de agir ou comprar. A contracultura é a palavra por excelência dessa tribo.
E em seu livro Mestres Artesãos: Velhos Ofícios da Nova Economia Urbana, o professor de sociologia da Universidade de Nova York, Richard Ocejo, também incluiu na lista os cada vez mais numerosos fabricantes de bebidas alcoólicas artesanais.
Essa economia incipiente reflete um novo tipo de relação de quem oferta bens e serviços.
Esses novos profissionais, em geral, também se veem como agentes de mudança, porque de certa forma, estão mudando, de dentro para fora, as indústrias tradicionais.






















