O sigilo bancário do presidente Michel Temer foi quebrado por determinação do ministro Supremo Tribunal, Luís Barroso. A determinação assinada dia 27 de fevereiro, mas somente conhecida hoje, foi anexada ao inquérito que investiga supostos benefícios recebidos com a Medida Provisória 595, conhecida como a MP dos Portos.
A quebra do sigilo abrange – segundo a Veja – o período de 1º de janeiro de 2013 a 30 de junho de 2017. É a primeira vez que um presidente no exercício do mandato tem os seus dados financeiros abertos por ordem judicial.
O Banco Central já distribuiu ofício em que comunica a decisão às instituições financeiras e pede providências. De acordo com a revista, o ministro autorizou ainda o levantamento do sigilo bancário de João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, José Yunes e Rodrigo da Rocha Loures — todos ex-assessores do presidente —, além de Antonio Celso Grecco e Ricardo Mesquita, esses últimos, respectivamente, dono e executivo da Rodrimar.
Temer é investigado pela suspeita de ter agido para favorecer a empresa no Porto de Santos por meio do texto da MP 595. O presidente nega que tenha cometido qualquer irregularidade.
Segundo o Palácio do Planalto, Temer solicitará ao BC os extratos de suas contas bancárias “no período mencionado no despacho do eminente min. Luís Barroso. E dará à imprensa total acesso aos documentos. O presidente não tem nenhuma preocupação com as informações de suas contas bancárias”.
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