Petrobras: cinco reais é um assalto

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Depois do enorme prejuízo causado ao povo brasileiro pelos ladrões do PT, a Petrobras agora assalta diretamente a população, gerida por um punhado de burocratas e contadores, que não conhecendo a história da empresa, porque não conhecem a História do Brasil, partem do princípio de que sua missão é cuidar da contabilidade daquela instituição e não da sua finalidade social. 

Nem se diga que aqui se defendem as práticas que jogaram a empresa no vermelho, pela retenção mesmo de reajustes aparentemente necessários. 

O que se sustenta é que não é aceitável que dos cinco reais ontem praticados, 41% do preço sejam de impostos, conforme divulgado pelas redes nacionais de televisão, sem contestação. 

Ou seja, depois do furto praticado por diretores, esse Parente de todos os governos considera razoável que não podendo aumentar impostos e alíquotas, é válido o artifício de obter o mesmo resultado subindo o preço do produto sobre o qual incide aquela taxação, o que repercute fortemente em todas as atividades econômicas do país. 

A Petrobras não foi criada para seguir supostas oscilações internacionais, ao contrário, foi criada exatamente para não segui-las, produzindo o nosso próprio petróleo e com isso livre para fixar um preço justo e suportável pela população, especialmente quando o país vive a sua hora mais grave. 

A direção da Petrobras, que entendeu mal o simbolismo da estátua em frente ao Supremo Tribunal Federal, usa a venda da injustiça, mais preocupada com o governo e seus investidores, a quem interessa a política atual. 

Se é para ser assim, não há necessidade de uma Petrobras, podemos ser explorados diretamente por alguma organização estrangeira. 

O Brasil tem petróleo mais do que suficiente. E se faltar pode ir ao mercado perguntar à Venezuela, por exemplo, se depois de tantos despropósitos nossos e em favor dela na política externa, não está compromissada em nos vender seu óleo, no momento desvalorizado,  por um preço mais acessível, em contrapartida ao suporte que indevidamente recebeu do Brasil o chamado governo Maduro, verde como nenhum outro e vermelho por dentro. 

A Petrobrás não é do governo, é do povo brasileiro. 

Da mesma forma que o Exército Brasileiro nasceu em Guararapes pela participação do povo na batalha, a Petrobrás surgiu das manifestações que sustentavam a existência de petróleo no Brasil, dissolvidas por pelotões de cavalaria do Governo Vargas, que além do mais colocou na cadeia os líderes dessas manifestações. 

Até há poucas décadas, veja-se, ainda se discutia a existência de petróleo no Brasil, com base em um relatório estrangeiro que dividia o país. 

O petróleo e a necessidade de descobri-lo foram tema até da campanha presidencial de 1960, com grave embate verbal através do rádio entre o candidato presidencial Jânio Quadros, de um lado e sustentando “que não ia brincar de achar petróleo” e de outro, Jarbas Passarinho, do Pará, o Governador de Sergipe Seixas Dória e a auto-denominada Frente Parlamentar Nacionalista. 

Outro momento tenso foi o do estabelecimento dos contratos de risco para exploração do petróleo, em 1975, causando uma tempestade militar no Governo Geisel, quando o Presidente da Petrobras, contra seu chefe, sustentava que não havia risco em buscar petróleo na foz do Amazonas, pois lá já se sabia que havia petróleo. 

A ideia de criar a Petrobras surgiu de homens como o escritor Monteiro Lobato, que apesar de perseguido, escreveu a Vargas fazendo-lhe tal sugestão.  

Eu, leitor de Monteiro Lobato, que escreveu o Escândalo do Petróleo e para as crianças O Poço do Visconde – que era uma espiga de milho batizada Visconde de Sabugosa – até eu menino entendi a topografia propícia à ocorrência de petróleo, com os famosos “anticlinais.” 

Sobrevoei algumas vezes, em viagens internacionais, a fronteira da Venezuela com o Brasil. A topografia é idêntica. É impossível crer que o petróleo tenha se detido na linha de fronteira, contra nós. 

Concluo hoje depois de tanta luta que a língua portuguesa, tão rica, não tem a agressividade necessária para expressar o que devem fazer estes senhores encastelados em seus gabinetes: 

“Que se vayan todos!” 

E me lembro de um motorista argentino quando eu lhe disse o preço da gasolina no Brasil: 

“El gobierno que la coma!” 

É o que se recomenda a essa gente que se constituiu em casta completamente divorciada do povo brasileiro. 

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