Ideias para bons negócios na Campus Party

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Texto de Lucas Pordeus León

A segunda edição da Campus Party em Brasília, entre os dia 27 de junho e 1º de julho, reúne jovens para divulgar projetos e ideias inovadoras em tecnologia. Estudantes universitários aproveitam o espaço para vender serviços, conquistar clientes e fazer dinheiro. A organização do evento estima que cerca de 70 mil pessoas passem pela feira de tecnologia nos cinco dias de atrações.

Entre as inovações, há projetos de montagem de robôs, foguetes, impressoras 3D e carros. O estudante de engenharia eletrônica da Universidade de Brasília (UnB), Gustavo Queiroz, aproveitou a oportunidade para falar do trabalho da  empresa júnior, incubada na UnB, da qual faz parte . Entre os serviços oferecidos está a automatização de trabalhos domésticos.

“Imagina você chegar em casa, só de abrir a porta e a cafeteira liga e faz o seu café. Você senta no sofá e esquece de apagar a luz. Você pode reduzir a luz pelo celular. Isso já é uma realidade hoje em dia”, afirmou.

Outro grupo de jovens apresentou um projeto que individualiza a cobrança de água em condomínios onde o consumo é dividido igualmente entre os moradores. A jovem analista de sistema Isabella Alves da Silva contou que o produto teve boa aprovação e já conseguiu uma lista de possíveis condomínios interessados em instalar programa, que mede o consumo de cada unidade. Isabella acredita que a área da tecnologia pode ser mais explorada pelos jovens.

“Para as pessoas que têm dúvida se querem ou não entrar nesse ramo e pensam que pode ser muito complicado, eu digo que é uma opção muito vantajosa, tanto pelo mercado quanto pelo conhecimento. Você não vê só códigos e computadores, como muita gente pensa. Tecnologia é muito mais do que isso. Tem áreas incríveis. Vai desde setores de agronomia até alimentícios”, comentou Isabella.

Outra empresa júnior incubada na Universidade de Brasília oferece cursos de impressoras 3D. O estudante de engenharia mecatrônica Guilherme Lemos aposta que a impressão 3D pode ser democratizada.

“É uma espécie de democratização de impressora 3d, pois muita gente pensa que é algo inacessível. Estamos com um projeto de comprar a impressora no exterior e calibrar, vai sair bem mais barato. Também ensinamos a usá-la”, ressaltou o estudante.

O diretor da Campus Party, Tonico Novaes, acredita na disseminação da tecnologia como fonte de renda para a juventude.

“Nós estamos passando pela economia compartilhada. Se as pessoas continuarem presas a conceitos passados, elas vão continuar desempregadas. O mundo mudou e é preciso se conscientizar de que as profissões também vão mudar. É para isso que estamos chamando as pessoas para debater aqui”, disse o diretor do evento.

Esta é a segunda edição da Campus Party em Brasília. Entre 1º e 5 de agosto a feira de tecnologia estará em Porto Velho, Rondônia. O objetivo dos organizadores é levar o evento a todos os estados.

(Lucas Pordeus León é repórter da Agência Brasil)

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