Investigado pela Operação Partialis, deflagrada ontem (18) pela Polícia Federal e pela Receita Federal, João Salame Neto foi exonerado do cargo de diretor do Departamento de Atenção Básica da Secretaria de Atenção à Saúde, do Ministério da Saúde. A portaria de exoneração foi publicada pela Casa Civilno Diário Oficial da União de hoje (19).
A indicação de Salame em agosto do ano passado foi feita por cinco deputados do PP e atende o grupo chamado de “centrão“. Ele já era suspeito de outro crime. Segundo delatores, o ex-prefeito foi uma das pessoas que pediram pagamento de R$ 1,5 milhão para a campanha de Helder Barbalho ao governo do Pará, em 2014. Pelo acerto, esse dinheiro era contrapartida para que a construtora tivesse interesses atendidos na area de saneamento no estado.
A Operação Partialis é um desdobramento da Operação Asfixia, deflagrada em junho de 2016, com o objetivo de investigar fraudes em licitações para a compra de gases medicinais pela prefeitura de Marabá.
Salame foi prefeito de Marabá (PA) entre 2013 e 2016. Desde 2017 ele ocupava a direção no Ministério da Saúde. A operação deflagrada ontem — com o objetivo de apurar apropriação e desvio de recursos públicos que deveriam ter como destino a aquisição desses gases medicinais – contou com ações em Brasília e Altamira (PA), além de Marabá.





















