A jornalista Andrea Galli, que foi a primeira a noticiar a prisão de Cesar Battisti no Corriere Della Sera (Itália), conta como foi a prisão do ex-terrorista que tem uma história de fugas e proteções de compatriotas italianos, franceses e brasileiros. No Brasil, os Ministérios de Relações Exteriores e da Justiça publicaram uma nota sobre as tratativas da extração agora pela manhã.
Assista o vídeo pouco antes da prisão de Battisti. Ao lado, na seção vídeo
Aquela equipe especial decididamente havia dirigido a caçada em torno de Santa Cruz pouco antes do Natal. Um trabalho meticuloso, um trabalho de rua baseado em informantes e conhecimento do território, um trabalho de tentativas, cálculos e perigos. No sábado, o epílogo.
Primeiro, a área em que Battisti estava oculto foi circunscrita. Então, os impasses foram feitos em pelo menos três ou quatro áreas diferentes, mesmo que dentro de poucos quilômetros. Até que, na beira da estrada, com um ritmo oscilante, talvez o resultado de um estado de intoxicação, os detetives da Interpol tenham notado esse homem.
Uma vez que a barba foi removida, o que, como mencionado, se mostrou falso, havia muitos detalhes tanto da marcha quanto dos traços, em particular do rosto, que combinava com as últimas fotos e os últimos vídeos sobre Battisti, embora bastante datados. A Interpol, com o apoio da polícia boliviana, aproximou-se e cercou o terrorista.
Nota conjunta dos ministérios
Diante da detenção de Cesare Battisti pela Interpol, em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia, o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério das Relações Exteriores estão tomando todas as providências necessárias, em cooperação com o Governo da Bolívia e com o Governo da Itália, para cumprir a extradição de Battisti e entregá-lo às autoridades italianas.
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