Comunicação é diferente de articulação. Comunicação diz respeito a redes sociais, interação, busca de cooperação.
Como argumentou Grice, os falantes supõe que seus interlocutores sejam cooperativos. Isso também implica seguir as normas de cada uma das máximas. Mas é também óbvio que infringimos essas máximas constantemente, por ser a linguagem um tanto de atos falhos e emocionais, além de intencionalidades próprias à construção do discurso.
O que não significa que a infração pura e simples, como método, constitua virtude.
Quanto à questão da “articulação“, é claro que não se referem a redes sociais nem a peças de divulgação dos atos (de fala, inclusive) do governo. “Articulação” diz respeito a como encaixar os três vagões da República para que o trem ande.
Sim, sempre andou, e o combustível sempre foi grana, grana, grana. A grana azeita qualquer conversa. Ajeita qualquer voto, torna crápulas patriotas de ocasião.
Bom, essa “articulação” é feita fora de redes sociais, dentro de gabinetes à prova de gravações (ou nem sempre), por baixo dos panos e por dentro de malas e cuecas.
Opa, parece que essa articulação não faz parte do governo Bolsonaro. Isso é que não tem que melhorar. Tem que continuar sem dinheiro.
Quem vai cobrar sou eu. Eu vou ligar, vou mandar email, vou postar nas redes sociais. Eu quero dizer para o doutíssimo Rodrigo Maia que ele está entrando em rota de colisão com o povo.
Não tem dado muito certo, isso. Rodrigo, pensa bem.























