O Ministério Público (MP) do Rio de Janeiro apontou “sérios indícios de lavagem de dinheiro” em transações imobiliárias para embasar seu pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) e de mais 94 pessoas ou empresas ligadas a ele, em 15 de abril, informaram nesta quarta-feira (15/05) os sites da Veja e da Folha de São Paulo.
Segundo a Veja, com base no documento do MP que embasa o pedido de quebra de sigilo, entre 2010 e 2017, o então deputado estadual lucrou R$ 3,089 milhões em transações imobiliárias nas quais há “suspeitas de subfaturamento nas compras e superfaturamento nas vendas”. O valor supera os seus vencimentos como deputado.
As transações suspeitas envolvem 19 imóveis, entre salas e apartamentos, nos quais Flávio Bolsonaro investiu R$ 9,425 milhões. O MP afirmou que as transações podem simular ganhos fictícios para encobrir enriquecimento ilícito decorrente de desvios de recursos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Os promotores relacionam casos em que o filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro lucrou com a valorização excessiva de imóveis adquiridos por ele a preços abaixo de mercado.














