Papai estado, não se vá!

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O presidente da República quer diminuir o tamanho paquidérmico do estado, mas muita gente já está fazendo beicinho e chorando. Vejo lágrimas de dor brotando de olhos acostumados a ver taxas, multas e impostos e a pagar, pagar e pagar.

Como é difícil ficar sem estado!

Há pessoas que entrarão em estado de coma: papai estado diminuiu, quem vai cuidar de mim? Quem vai me obrigar a usar cadeirinha para transportar meu filho no banco de trás do carro? Quem vai me multar se eu aumentar a velocidade? Quem vai me fazer soprar no bafômetro quando dirigir depois de beber cerveja?

Quem vai cuidar de mim?, questiona o contribuinte feliz em fazer sua declaração de imposto de renda sem reajuste da tabela há três anos? Quem vai dizer ao ser humano que ele também deve ser cidadão, não jogar lixo na rua, não trapacear, cuidar do filho direito, ser um servidor público, um vendedor ou um empresário correto e tudo o mais?

Quem já viu o filme “Adeus, Lênin!”? Pois todos deveriam ver. Essa nostalgia de estado poderoso e onipresente só é curada com uma viagenzinha à Coreia do Norte!

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