O juiz Paulo Eduardo de Almeida Sorci determinou nesta quarta-feira que o ex-presidente Lula da Silva, preso desde abril do ano passado na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, cumpra o restante da pena no presídio de Tremembé, no interior de São Paulo.
Segundo a determinação do juiz, Lula ficará na Penitenciária 2 de Tremembé — que fica distante cerca de 170 quilômetros de Santo André, onde o petista tem familiares. O P2, como é conhecido, abriga presos condenados por crime de repercussão nacional, como Cristian Cravinhos (participou do assassinato dos pais de Suzane von Richtofen), Mizael Bispo de Souza (matou a namorada, a advogada Mércia Nakashima).
A presidente nacional do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PR), afirmou há pouco que “a segurança e a vida do presidente Lula estarão em risco sob a polícia de João Doria (governador de São Paulo). Sua transferência para Tremembé 2, sem prerrogativas de ex-presidente, é mais uma violência da farsa judicial a que ele foi submetido”.
E para a deputada petista Maria do Rosário (RS), a decisão da juíza Carolina Lebbos caracteriza “mais uma ilegalidade e um gesto de perseguição a Lula, ao negar-lhe arbitrariamente as prerrogativas de ex-presidente da República”.
Em comentário sobre o mesmo assunto, o senador líder da bancada do Podemos no Senado, Álvaro Dias (PR), comentou em tom de ironia que a “defesa do ex-presidente não gostou e irá recorrer. Será que a defesa quer que Lula fique preso no Sítio de Atibaia?”
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