Nos próximos três anos o governo do Distrito federal quer “militarizar” 40 das 678 escolas da rede pública e receber por isso do governo federal R$ 40 milhões. Na semana passada, o governo local aderiu ao programa das escolas cívico-militares do Ministério da Educação, que passará a ajudar financeiramente os estados e municípios neste projeto. O MEC informou que 15 estados se interessaram, mas os municípios ainda podem encaminhar o pedido.
Na noite passada, a comunidade escolar do Centro Educacional 416 de Santa Maria aprovou o sistema e será a décima unidade escolar a receber policiais militares na rotina acadêmica. A “militarização” das escolas no DF acontece desde o início do ano, com recursos da Secretaria da Segurança Pública.
Cerca de 300 pessoas votaram e a maioria (87,05%) aprovou a ideia. O restante não concordou com a proposta do governo distrital. De acordo com a Secretaria da Educação, o CED 416 de Santa Maria foi escolhido levando-se em consideração o Indicador de Vulnerabilidade Escolar (IVE) que abrange dados de vulnerabilidade social, índices de criminalidade, de desenvolvimento humano e da educação básica.
O objetivo do MEC é implementar a gestão compartilhada entre civis e militares em 54 escolas no próximo ano, duas por cada unidade da federação. No entanto, há a possibilidade de o número de escolas ser maior por estado, chegando “a três ou quatro”, conforme o ministro Abraham Weintraub. O remanejamento vai ocorrer se nem todos os governadores quiserem aderir ao programa. Até 2023, a pasta quer instalar 216, com um orçamento de R$ 1 milhão por escola por ano.














