Projeto sugere que apostador indique CPF na agência lotérica

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Movimento em loteria onde os brasileiros buscam uma prêmio grande/Arquivo
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Em março deste ano, um apostador da Mega Sena de São Paulo deixou para trás um prêmio de R$ 162 milhões. “Esquecer” prêmios de loterias na Caixa Econômica Federal não é uma novidade. Somente no ano passado, R$ 311,9 milhões em prêmios deixaram de ser resgatados. O valor é 6% menor do que o acumulado em 2019. Muitos dos prêmios não reclamados em 90 dias acontecem porque o apostador perdeu o bilhete premiado.

Essa rotina pode ser alterada com um projeto apresentado ontem (15) na Câmara pelo deputado Jerônimo Goergen (PP-RS). A proposta altera a Lei 2.686/2021. Sugere que, além da aposta, o ganhador possa apresentar na agência lotérica um documento pessoal que comprove ser o titular da aposta vencedora. De acordo com o parlamentar, a proposta não obriga a identificação dos apostadores, apenas faculta ao apostador essa possibilidade.

“O caixa da lotérica perguntará ao apostador se ele quer deixar registrado o seu CPF, que deverá ser apresentado por meio físico ou virtual”, explicou o parlamentar. A ideia é aprimorar a legislação de loterias para eliminar uma exigência ultrapassada para o recebimento dos prêmios: a apresentação do bilhete ou comprovante físico da aposta.

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