Estados Unidos começa a aceitar brasileiros em novembro

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Entrada principal da Embaixada dos Estados Unidos em Brasília/Arquivo
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As novas regras substituirão restrições devido à pandemia impostas desde março de 2020

O governo dos Estados Unidos irá flexibilizar a partir de novembro as regras para a entrada de viajantes estrangeiros que chegam de alguns países, inclusive do Brasil, informou a Casa Branca nesta segunda-feira (20/09).

As novas regras substituirão restrições devido à pandemia impostas desde março de 2020 que vêm barrando, há 18 meses, a entrada nos Estados Unidos de não americanos que estiveram nos 14 dias anteriores no Reino Unido, Irlanda, União Europeia (UE), Brasil, China, Índia, Irã, e África do Sul, impedindo inclusive que familiares ou casais possam se encontrar.


Quem poderá entrar nos EUA

O coordenador da Casa Branca para a gestão da pandemia de Covid-19, Jeff Zients, afirmou que todos os viajantes deverão apresentar prova de esquema vacinal completo e de um teste negativo para covid-19 feito nos três dias anteriores à viagem.

Não haverá necessidade de fazer quarentena após chegar aos Estados Unidos.

Também foram anunciadas novas regras para cidadãos americanos que retornam ao país de viagens no exterior: os não vacinados precisarão apresentar um teste negativo para covid-19 realizado um dia antes da viagem, e outro depois que chegarem em casa.


Quando a nova regra entra em vigor

Zients afirmou que as novas regras entrarão em vigor no início de novembro, mas não especificou uma data. O prazo é necessário, segundo ele, para que as companhias aéreas adaptem seus protocolos. Elas deverão coletar informações de contato dos viajantes internacionais para facilitar o rastreamento.

Quais vacinas serão aceitas

Ainda não está claro se serão aceitas apenas as vacinas em uso nos EUA – Pfizer-Biontech, Janssen e Moderna – ou se será permitida também a entrada de viajantes que tomaram outras vacinas, como a Coronavac, muito usada no Brasil.

Segundo Zients, a decisão sobre esse tema será tomada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC).


Qual é o reflexo geopolítico da medida

As restrições em vigor se tornaram tema de desgaste geopolítico para os americanos, especialmente na União Europeia e no Reino Unido, onde a incidência de novos casos é bem menor do que nos Estados Unidos.

A flexibilização foi anunciada dias antes antes de Biden reunir-se com o premiê britânico, Boris Johnson, e outros líderes europeus paralelamente à Assembleia Geral da ONU, que ocorre nesta semana.

A UE e o Reino Unido já haviam permitido que cidadãos americanos vacinados entrassem em seus territórios sem a necessidade de fazer quarentena, com o objetivo de incentivar as viagens de negócio e turismo.

Mas, em agosto, a UE retirou os EUA da lista de países seguros e recomendou aos países-membros que recolocassem restrições de viagens de americanos, devido ao alto número de casos de infeções pela variante delta nos Estados Unidos.

A União Europeia elogiou a decisão anunciada nesta segunda. “Um avanço para famílias e amigos separados aguardado há muito tempo, e uma boa notícia para os negócios”, manifestou-se a Comissão Europeia em seu Twitter.

Johnson afirmou que estava “contente” com o anúncio. “É um estímulo fantástico para os negócios e o comércio, e ótimo que familiares e amigos dos dois lados do oceano possam se encontrar novamente”, ele disse em um comunicado. (Da DW)


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