Instituto de saúde volta a ser alvo de críticas pelos distritais

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Servidores do SLU fazem manifestação na Câmara Legislativa/Arquivo/Divulgação
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Operação policial realizada ontem estimulou as críticas da oposição na Câmara Legislativa

A situação do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde voltou a ser comentado na tribuna da Câmara Legislativa. Desta vez o assunto foi a Operação Pomona realizada ontem (31) pela manhã que investiga um suposto superfaturamento em contrato de locação no valor de R$ 17,2 milhões.

Não é a primeira vez que a polícia investiga o Iges-DF que registra um monumental prejuízo. A instituição foi criada para resolver os problemas de saúde, mas a crise aumenta, assim como as críticas. No plenário da CLDF, a oposição dominou o debate sem a defesa da base governista.



“Cada desvio no Iges significa a perda de dezenas de vidas”, criticou o deputado Professor Reginaldo Veras (PV). “É preciso lembrar que na campanha de 2018, o então candidato Ibaneis disse que iria extinguir o Iges. Depois de eleito, o que ele fez foi expandir o instituto”, afirmou.

O deputado Leandro Grass (PV) frisou que “há uma organização criminosa à frente da Saúde” e pôs em dúvida as motivações pessoais do governador no caso sob investigação. “Como é que pode um amigo pessoal do governador alugar sem licitação um prédio para o governo?”, questionou Grass.

Para o deputado Fábio Félix (PSol) não há outra saída a não ser a extinção do instituto. “A população não aguenta mais. Temos que lutar pelo fim do IGES e pela volta do comando único da Secretaria de Saúde”, defendeu.



Deputado Chico Vigilante (PT) lembrou que quando a criação do instituto foi anunciada, fez um alerta aos colegas. “Naquela época eu discursei nesta tribuna dizendo que esse tipo de instituto só deixou rastros de corrupção por onde passou”, afirmou Vigilante.

A deputada Júlia Lucy (União Brasil) ressaltou que a Câmara Legislativa votou um projeto que expandiu a atuação do Iges-DF no começo de 2019 sem uma análise mais profunda. “Não tínhamos acesso a todas as informações e não houve a necessária discussão”, informou a Agência CLDF.


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