O Legislativo, como o Executivo e as atividades econômicas garantem que o tombamento de Brasília está garantido com as mudanças
Por Misto Brasil – DF
Com 63 vetos, foi sancionado no final da manhã de hoje (12) o polêmico projeto de lei do Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCUB). Atualizado às 13h11
O governador Ibaneis Rocha (MDB) admitiu que o resultado “não foi fácil”, mas que no final “recebeu o apoio da sua base na Câmara Legislativa e da sociedade para implantação da nova legislação.
Veja os vídeos com as entrevustas logo abaixo.
Segundo o governador, alguns vetos aconteceram por questões técnicas, outros por recomendação da Procuradoria do governo e outros por sugestões da sociedade.
O PPCUB impacta na região tombada, mas tanto o Legislativo, como o Executivo e as atividades econômicas garantem que o tombamento de Brasília pela Unesco não está ameaçada.
O secretario de Urbanismo do Distrito Federal, Marcelo Vaz, fez uma explanação sobre os artigos vetados. Entre os 177 artigos, foram vetados totalmente a intervençào na reserva indígena, no final da Asa Norte.
Também não passou a proposta de alterar os gabaritos dos “hoteis baixinhos” para 12 andares. Fica, portanto, a planilha de 13 metros, ao invés da proposta de 25 metros de altura.
Também não podem ser construídas ou transformadas edificações para hospedagem em áreas não previstas na Asa Sul e Norte. Também fica proibido a criação de um camping e o Setor de Embaixadas fica como está.
E entre os mais polêmicos, o artigo 175 foi vetado integralmente. O dispositivo permitia que a Novacap assumisse terrenos e fizesse a destinação a seu critério, sem passar por uma discussão, por exemplo, pela Câmara Legislativa.
Está vetado também a mudança do traçado da W2, como previsto no artigo 151. Outros vetos foram realizados por vício de competência dos deputados distritais, como o artigo 5 e parágrafo 4 do artigo 89.
O presidente da Câmara Legislativa, deputado distrital Wellington Dias, afirmou que o PPCUB foi discutido de forma transparente e agora o “setor produtivo vai produzir”. Para ele, a população ganha com o novo dispositivo legal que estava parado há mais de dez anos.
PARTICIPAÇÃO DO LEITOR
Participe desta discussão
Compartilhe sua opinião sobre este assunto. As participações passam por análise editorial antes de qualquer utilização no site.
























