Hofreiter defendeu que as plataformas de mídia social que se recusarem a cumprir a lei sejam responsabilizadas
Por Misto Brasil – DF
O deputado federal alemão Anton Hofreiter afirmou que plataformas precisam ser responsabilizadas e até bloqueadas em caso de inação contra a disseminação de extremismo nas redes e que isso vale para o X do bilionário Elon Musk – cujo serviço foi bloqueado no Brasil por determinação do STF, após a plataforma desrespeitar ordens judiciais.
“Temos que impedir a disseminação de conteúdo misantrópico e anticonstitucional na internet”, disse o deputado do Partido Verde, em entrevista ao grupo de mídia Funke, publicada no último sábado (07).
Hofreiter defendeu que as plataformas de mídia social que se recusarem a cumprir a lei sejam responsabilizadas “e bloqueadas, se necessário”.
A afirmação do político ambientalista foi feita semanas após o atentado a faca executado por um cidadão sírio que seria ligado ao grupo terrorista “Estado Islâmico” e que deixou três mortos no mês passado em Solingen, oeste da Alemanha, e poucos dias após o tiroteio ocorrido semana passada em frente ao Consulado Geral de Israel em Munique, cujo suspeito era um jovem radical islâmico austríaco de 18 anos que foi morto pela polícia.
Hofreiter afirmou que um dos maiores problemas ligados ao extremismo é radicalização através da internet. “Precisamos atacar a raiz do problema e impedir a radicalização tanto no espaço digital como na sociedade”, acrescentou o político.
As falas de Hofreiter provocaram críticas por parte de perfis da ultradireita alemã na rede X. Algumas contas acusaram o político de tentar “censurar” a rede e “impor uma ditadura”.
O tom das reclamações foi similar ao usado por bolsonaristas no Brasil contra o ministro do STF Alexandre de Moraes, que determinou o bloqueio do X de Musk, bilionário que é alinhado politicamente com diversos membros da cena de extrema direita mundial.


















