STF tem maioria para homologar o Plano de Emendas Parlamentares

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Detalhe do edifício histórico do Supremo Tribunal Federal/Antonio Augusto/STF
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Pelo plano da Câmara e do Senado, a partir do exercício financeiro deste ano, não será mais possível empenhar emendas sem a identificação do parlamentar

Por Misto Brasil – DF

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) tem maioria para aprovar o Plano de Emendas Parlamentares, mas terá que existir transparência no processo. O julgamento virtual ocorre neste momento.

A matéria chegou no STF com um acordo entre o Judiciário e as lideranças do Congresso Nacional e também do Palácio do PLanalto. O Plano deve aumentar a transparência e a rastreabilidade das emendas parlamentares ao Orçamento da União. 

A decisão do ministro Flávio Dino está valendo, mas precisa ser referendada pelo plenário da Corte, conforme o regimento interno.

Até agora são seis votos e nenhum voto a favor da decisão que libera as emendas. Dino foi acompanhado pelos ministros Luís Roberto Barroso, Nunes Marques, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Edson Fachin.

O compromisso do Congresso foi enviado na terça-feira (25) ao ministro, que é relator dos processos que tratam das medidas de transparência determinadas pela Corte para o pagamento das emendas.

Na mesma decisão, o ministro liberou o pagamento das emendas deste ano e dos anos anteriores que estavam suspensas por decisões da Corte.

Pelo plano de trabalho da Câmara e do Senado, a partir do exercício financeiro deste ano, não será mais possível empenhar emendas sem a identificação do parlamentar que fez a indicação e da entidade que vai receber os recursos, informou a Agência Brasil.

Conforme a decisão de Dino, não entram na liberação:

Emendas específicas para organizações não governamentais (ONGs) e entidades do terceiro setor que foram alvo de auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU);

Recursos para a saúde que não estão regularizados em contas bancárias específicas e emendas de bancada;

Emendas de bancada e de comissão que não foram convalidadas em atas das respectivas comissões e que estejam sem identificação do parlamentar.

O impasse sobre a liberação das emendas começou em dezembro de 2022, quando o STF entendeu que as emendas chamadas de RP8 e RP9 eram inconstitucionais. Após a decisão, o Congresso Nacional aprovou uma resolução que mudou as regras de distribuição de recursos por emendas de relator para cumprir a determinação da Corte.

No mês passado, Flávio Dino suspendeu emendas parlamentares para ONGs devido à falta de transparência. Em dezembro, por exemplo, ele havia bloqueado as transferências de R$ 4,2 bilhões em emendas de comissão.

O total previsto para emendas parlamentares no Orçamento de 2025, que ainda não foi aprovado, chega a R$ 52 bilhões, uma alta em relação a 2024, quando a cifra foi de R$ 49,2 bilhões. Há dez anos, em 2014, esse valor era de R$ 6,1 bilhões.

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