Existem interesses que precisam ser preservados das nossas empresas. É isso que a gente tem que botar em primeiro lugar
Por Genésio Araújo Júnior – DF
Antônio Delphine Neto, o bruxo da economia nascido no Cambuci, que fez a elite industrial e financeira de São Paulo ficar ainda mais poderosa, dizia que a parte mais sensível do corpo humano é o bolso.
A ideologia não é coisa do cérebro, é coisa da paixão. O coração não é tão sensível como o bolso.
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Tarcísio Gomes de Freitas, o carioca que foi bem recebido pela elite paulista, comemorou inicialmente a sanção de Donald Trump à Lula da Silva, mas logo viu que a situação era outra.
Logo viu que entre o coração e o bolso, que a ideologia vá para a fila. No sábado 12 de julho, no interior paulista, perguntado se a amnistia à turma golpistadefendida por Eduardo e Flávio Bolsonaro era a solução para o tarifácio, disse que era só um ponto de vista.
Nesse momento eu tenho que olhar o estado de São Paulo. Existem interesses que precisam ser preservados das nossas empresas, dos nossos produtores. É isso que a gente tem que botar em primeiro lugar.
A elite paulista não aguenta Lula da Silva e sinaliza de forma evidente à Tarcísio de Freitas que ele foi bem recebido, mas não tem o direito de fazer tudo o que quer.
A elite paulista e brasileira está na mesma situação do sertanejo nordestino, que não pode recusar uma caneca d’água nem de um fascista e nem de um comunista. Tacito de Freitas está aprendendo o que é política.


















