Gargalo tributário trava polo de data centers no Brasil

Data center equipamentos tecnologia Misto Brasil
Os centros de armazenamento se tornaram uma nova estratégia para o desenvolvimento/Arquivo/Ufinet
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Estados buscam corte de ICMS para atrair investimentos globais em infraestrutura digital, conforme debate na Brasscom

Por Misto Brasil – DF

O webinar promovido pela Brasscom colocou no centro do debate a urgente necessidade de transformar o Brasil em um polo global de processamento de dados.

Para os painelistas do encontro, o avanço da infraestrutura digital e a atração de novos aportes para data centers são estratégicos para o desenvolvimento econômico do país, mas esbarram no alto custo de implantação nacional, hoje de 30% a 35% superior ao de concorrentes externos.

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O principal gargalo é a pesada carga tributária. Segundo Sergio Sgobbi, diretor da Brasscom, cerca de 60% das taxas do setor correspondem ao ICMS.

Esse cenário faz com que dados gerados aqui sejam processados fora do país, prejudicando diretamente a balança comercial de serviços.

Sgobbi defendeu políticas integradas entre estados e governo federal, fazendo um apelo direto para a próxima reunião do Confaz, em 3 de julho, para sinalizar competitividade ao mercado internacional.

Na contramão da disputa regional, o secretário de Fazenda do Rio Grande do Norte, Álvaro Bezerra, declarou apoio público à redução do ICMS para o setor.

Bezerra enfatizou o potencial do estado, que produz quatro vezes mais energia limpa (eólica e solar) do que consome e planeja a instalação de um cabo submarino. Para o secretário, os estados não devem brigar entre si, pois a concorrência por esses investimentos é global.

Pelo lado do setor privado, Cibele Perillo, diretora da Scala Data Centers, reforçou que o país possui vantagens competitivas únicas, como conectividade de rede e matriz energética sustentável.

Classificando os data centers como verdadeiras âncoras de desenvolvimento regional, a executiva defendeu a organização de políticas públicas de desoneração para consolidar o Brasil como um polo definitivo de inovação.

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