Em meio ao julgamento de Bolsonaro e seus companheiros, Embaixada dos Estados Unidos volta a ameaçar a soberania do Brasil
Por Misto Brasil – DF
O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) afirmou nesta terça-feira (9) que o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) tem um peso simbólico especial para ele, Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Ivan Valente (PSOL-SP), por serem parlamentares que enfrentaram a ditadura militar.
“O voto hoje é um game over para Bolsonaro e para o golpismo, mas não significa o fim da extrema direita e, portanto, é preciso que esse combate permaneça”, declarou.
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Correia ainda alertou para o risco da anistia aos envolvidos nos atos golpistas, classificando a proposta como “perigosa” por abrir espaço para a retomada de um regime autoritário. O deputado ressaltou que a luta pela democracia é permanente e precisa da vigilância da sociedade brasileira.
O julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) “vai condenar a tentativa de golpe de Estado, a abolição violenta do Estado de Direito” e outros crimes envolvidos na trama golpista, afirmou à jornalistas o deputado federal Ivan Valente (PSol-SP) às margens do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Para Valente, falar em anistia significa admitir que o bolsonarismo ainda não voltou para o bueiro, mas ele defendeu que a democracia vai prevalecer. Segundo ele, a condenação de Bolsonaro trará uma “uma nova realidade política no país”.
Em meio ao julgamento de Bolsonaro e outros sete réus no STF, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil republicou, nesta terça-feira, uma mensagem do subsecretário de Diplomacia Pública do Departamento de Estado, Darren Beattie, prometendo “medidas cabíveis” contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“Dia 7 de setembro marcou o 203º Dia da Independência do Brasil. Foi um lembrete do nosso compromisso de apoiar o povo brasileiro que busca preservar os valores de liberdade e justiça.
Para o ministro Alexandre de Moraes e os indivíduos cujos abusos de autoridade têm minado essas liberdades fundamentais – continuaremos a tomar as medidas cabíveis”, escreveu a embaixada, em resposta ao tuíte de Beattie, no X (antigo Twitter).




















