Os parlamentares apontam vícios formais no processo legislativo que podem impactar diretamente ações penais em curso no Supremo Tribunal
Por Misto Brasil – DF
Deputados federais do PT, PSB, PCdoB e PSOL ingressaram no STF com mandado de segurança, com pedido de liminar, para questionar a tramitação do PL 2.162/23 no Senado Federal, conhecido como o “PL da dosimetria”.
Na petição, os parlamentares apontam vícios formais no processo legislativo que, segundo os parlamentares, podem impactar diretamente ações penais em curso no STF relacionadas aos crimes contra o Estado Democrático de Direito, inclusive processos ligados à chamada trama golpista.
Leia: aprovado projeto da redução de penas. Segue para a sanção
O mandado de segurança foi impetrado pelos deputados Lindbergh Farias, Pedro Campos, Renildo Calheiros e Talíria Petrone, e distribuído ao ministro Alexandre de Moraes, apontado como prevento em razão de sua relatoria nas ações penais 2.668 e 2.693.
Na petição, os parlamentares sustentam que o projeto de lei – que reduz penas e altera critérios de progressão de regime – incide de forma direta sobre crimes previstos nos arts. 359-L e 359-M do CP, introduzidos pela lei que tipificou os crimes contra o Estado Democrático de Direito.
Esses dispositivos são objeto de julgamentos recentes e ainda em curso no STF, que apuram a tentativa de golpe de Estado.
O mandado destaca que a AP 2.668 envolve o núcleo central da organização criminosa investigada, incluindo o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, enquanto a AP 2.693 trata do chamado Núcleo 2, cujo julgamento ainda está em curso, sem trânsito em julgado.
Para os impetrantes, a aprovação de mudanças legislativas durante o andamento desses processos representa risco concreto de interferência indevida do Legislativo na função jurisdicional, em afronta ao princípio da separação de Poderes. (Texto do site Migalhas)


