Brasileiro continua preso pela polícia de Israel

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Thiago Ávila quando seguia para a Faixa de Gaza para prestar ajuda/Arquivo/Instagram
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Cofundador do movimento ecológico Bem Viver no Brasil, Thiago Ávila havia sido detido e deportado por Israel no ano passado

Por Misto Brasil – DF

O Tribunal de Magistrados de Ashkelon, cidade litorânea no sul de Israel, prorrogou por dois dias a detenção do ativista brasileiro Thiago Ávila e do ativista palestino-espanhol Saif Abukeshek.

Ambos são da flotilha pró-Gaza Global Sumud, informou à agência de notícias EFE o Adalah, centro jurídico que representa os dois integrantes da flotilha.

Cofundador do movimento ecológico Bem Viver no Brasil, Thiago Ávila havia sido detido e deportado por Israel no ano passado por tentar furar o bloqueio à Gaza em um barco com mais 11 pessoas.

Na viagem barrada pelos israelenses em julho, a atuação de Ávila foi alvo de críticas de publicações pró-Israel, que destacaram negativamente a participação anterior do ativista no funeral de Hassan Nasrallah, o líder máximo do Hezbollah, e um discurso em um evento no Irã.

Durante a audiência, o promotor do Estado israelense havia solicitado uma prorrogação de quatro dias da detenção dos ativistas, apresentando uma lista de supostos crimes.

Entre eles, “colaborar com o inimigo em tempos de guerra, contatar um agente estrangeiro, pertencer a uma organização terrorista e prestar-lhe serviços, e transferir bens para uma organização terrorista”, relatou o Adalah em comunicado.

“O uso por parte do Estado (israelense) dessas graves acusações relacionadas à segurança constitui uma medida de retaliação contra líderes ativistas humanitários”, afirmou o centro jurídico a respeito do caso.

As advogadas do Adalah, Hadeel Abu Salih e Lubna Tuma, também argumentaram perante o tribunal que “todo o processo está repleto de irregularidades”.

Além disso, o centro contestou a decisão, afirmando que “não existe fundamento para a aplicação desses crimes a cidadãos estrangeiros em águas internacionais”.

A conta oficial da Flotilha Global Sumud nas redes sociais exigiu a libertação imediata dos dois ativistas – que decidiram iniciar uma greve de fome – e pediu à sociedade civil que “continue pressionando” para alcançá-la.

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