A proposta que deverá ser anunciada nesta terça-feira através de decretos, prevê investimentos de R$ 11 bilhões
Por Misto Brasil – DF
Ao lançar o “Programa Brasil Contra o Crime”, Lula da Silva tenta ocupar um dos principais flancos explorados pela direita desde 2018: a segurança pública, escreveu Izael Pereira, analisa político da Warren Política.
A aposta do Planalto combina investimento federal, cooperação internacional e uma estratégia para reduzir a dependência do Congresso Nacional em uma pauta de forte apelo eleitoral.
O plano, que será lançado nesta terça-feira (12), prevê investimentos de R$ 11 bilhões – R$ 1 bilhão do orçamento federal e R$ 10 bilhões via BNDES para os estados.
O novo pacote de ações será estruturado em seis eixos: integração de inteligência; asfixia financeira e logística; controle do sistema prisional; enfrentamento ao tráfico de armas e munições; retomada e proteção de territórios; e redução da impunidade.
Alguns desses eixos, como a asfixia financeira e logística, segundo o presidente Lula da Silva, foram tratados na reunião da última quinta-feira (07) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
O programa, afirmou o ministro de Relações Institucionais, José Guimarães, em publicação no X, nesta manhã, será implementado por meio de um decreto presidencial e de quatro portarias, exigindo a adesão dos estados para acesso aos recursos do BNDES.
A forma escolhida pelo Planalto para implementar o pacote (por meio de decreto ) dá ao governo a vantagem de não depender do aval do Congresso para avançar em um tema visto como uma das fragilidades da atual gestão e que possui forte apelo popular.
A menos que os parlamentares decidam derrubar os decretos, o governo terá uma carta na manga para tentar melhorar a percepção em relação às ações de Lula da Silva voltadas para a segurança pública.















