Brasil está fora da lista para venda de carne à UE

Indústria agroindústria frango produção exportação
Brasil vende milhares de toneladas de carne de frango para outros países/Arquivo/Anffa Sindical
Compartilhe:

O Brasil deve garantir o cumprimento dos requisitos à utilização de antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais

Por Misto Brasil – DF

A União Europeia (UE) retirou nesta terça-feira (12) o Brasil da lista de países de fora do bloco autorizados a exportar animais destinados à alimentação humana e produtos de origem animal, por descumprimento das regras sobre o uso de antimicrobianos.

Trata-se de qualquer substância que iniba microrganismos como bactérias, vírus, fungos e parasitas.

Leia – Trump mantém tarifação sobre a carne bovina

“A Comissão confirma que o Brasil não está incluído na lista, o que significa que deixará de poder exportar para a UE mercadorias (tanto animais vivos destinados à produção de alimentos como produtos derivados), tais como bovinos, equinos, aves de capoeira, ovos, aquicultura, mel e envoltórios, com efeitos a partir de 3 de setembro”, disse à agência de notícias Lusa a porta-voz da Comissão Europeia responsável pela área de Saúde, Eva Hrncirova.

Para retornar à lista, “o Brasil deve garantir o cumprimento dos requisitos da União relativos à utilização de antimicrobianos durante todo o ciclo de vida dos animais dos quais provêm os produtos exportados”, referiu a porta-voz. Segundo o órgão, o país  não deu garantias sobre a não utilização destes produtos na pecuária.

“Assim que a conformidade for demonstrada, a UE poderá autorizar ou retomar as exportações“, esclareceu, acrescentando que o órgão tem colaborado estreitamente com as autoridades brasileiras sobre o tema. Até o momento, porém, o ministério da Agricultura não se manifestou.

Segundo Hrncirova, o bloco proíbe o uso de antimicrobianos para promover o crescimento ou aumentar o rendimento na pecuária. Também veta a utilização, em animais, de antibióticos e outros medicamentos reservados para o tratamento de infecções humanas.

A lista revista e adotada nesta terça-feira inclui agora 21 novos países, tendo outros cinco sido autorizados a exportar mercadorias adicionais para a UE, acrescentou a porta-voz, além da exclusão do Brasil.

Os demais países do Mercosul (Argentina, Paraguai e Uruguai) que assinaram um acordo comercial com a UE permanecem autorizados.

As regras da UE integram a agenda “Uma Só Saúde” (“One Health”) do bloco para combater a resistência antimicrobiana e se aplicam aos produtores europeus desde 2022.

A lista é atualizada regularmente para incluir novos países em conformidade ou para remover qualquer país ou mercadoria que não cumpra as regras.

A publicação da lista responde à pressão do setor agrícola europeu contra o acordo Mercosul-UE. Produtos exigem que o órgão endureça sua vigilância santiária para impedir a concorrência desleal.

“Nossos agricultores respeitam algumas das normas sanitárias e antimicrobianas mais rigorosas do mundo. É legítimo, portanto, que os produtos importados estejam sujeitos aos mesmos requisitos. A decisão adotada hoje demonstra que o sistema europeu de controles funciona”, disse o comissário europeu da Agricultura, Christophe Hansen, nformou a Agência DW.

Assuntos Relacionados

Siga o Misto Brasil

Acompanhe em todas as redes

Conteúdos, vídeos e destaques. Escolha sua rede favorita.

Dica: ative notificações na sua rede preferida.

Brasília e Entorno do DF

Oportunidades

100% GRATUITO
Newsletter
Receba os destaques da semana
Resumo curto, conteúdo útil e direto.
📰 Resumo
Leitura rápida
🔒 Sem spam

Você pode cancelar quando quiser.