PCC e CV estariam agindo em 12 estados dos EUA

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Detalhe da Casa Branca, residência e escritório do presidente dos Estados Unidos/Arquivo/Divulgação
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Foi o que disse a porta-voz do Departamento de Estado, mas Amanda Roberson não deu maiores detalhes sobre a atuação das organzações criminosas

Por Misto Brasil – DF

A porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Amanda Roberson, afirmou na sexta-feira (29) que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) estão presentes em 12 estados americanos.

Questionada por veículos de imprensa brasileiros sobre a decisão de enquadrar essas facções criminosas como terroristas, ela não detalhou quais os locais em que essa presença foi detectada pelo FBI e outros órgãos do governo.

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Na quinta-feira (28), o departamento anunciou a decisão do governo americano de classificar os dois grupos como organizações terroristas estrangeiras, dois dias depois da visita do senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro ao presidente americano Donald Trump.

“Sabemos que estes dois grupos, o PCC e o CV, estão atuando dentro do Brasil, mas também em outros países. Inclusive identificamos suas atividades em 12 estados aqui nos Estados Unidos”, afirmou à Folha de São Paulo.

A classificação amplia o leque de sanções e outras medidas que podem ser adotadas pelos Estados Unidos contra grupos e pessoas supostamente ou comprovadamente ligadas às duas facções criminosas brasileiras, incluindo bloqueio de bens, transações financeiras e de vistos.

A medida também amplia os recursos de inteligência e militares dos Estados Unidos para o combate a essas organizações.

A decisão levantou temores entre especialistas sobre riscos à soberania brasileira e à cooperação internacional entre polícias no combate ao crime organizado, uma vez que investigações envolvendo essas organizações passarão para uma esfera militar e para o escopo da CIA, com níveis maiores de sigilo.

Roberson afirmou que a decisão foi tomada com base em avaliações de segurança nacional e faz parte da estratégia da administração Trump de utilizar “todas as ferramentas disponíveis” para proteger o território americano.

Segundo ela, a classificação não prevê qualquer tipo de intervenção militar, conforme registrou a TV Globo.

A porta-voz afirmou que os grupos enquadrados como terroristas atuam em território americano com o tráfico de drogas, tráfico de pessoas, contrabando e movimentação de recursos financeiros ilícitos.

“Eles manejam fluxos e redes financeiras ilícitas. Apresentam uma ameaça não só para a segurança dentro do Brasil, mas também em outros países”.

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