Manifestantes atiraram fogos de artifício e outros projéteis contra os policiais, gritaram cânticos antissemitas e fizeram saudações nazistas.
Por Misto Brasil – DF
No sábado (19), a polícia de choque holandesa entrou em confronto com cerca de 500 manifestantes de extrema-direita no centro de Haia, utilizando cassetetes, cães especializados e canhões de água para dispersar a multidão após a eclosão de violência.
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Manifestantes atiraram fogos de artifício e outros projéteis contra os policiais, gritaram cânticos antissemitas e fizeram saudações nazistas durante o protesto “Nós Somos o Povo”, organizado para protestar contra as políticas governamentais de imigração e asilo.
“Estamos perdendo nosso país. Estamos literalmente perdendo nosso país para a imigração em massa”, disse Thijs Jansen, mecânico de 31 anos, às agências de notícias no local.
Os manifestantes pretendiam marchar pela cidade, mas as autoridades locais proibiram a passeata e ordenaram que a multidão se dispersasse após confrontos no Malieveld, um parque central onde os manifestantes estavam reunidos. A polícia montada realizou diversas prisões durante a operação.
O Ministro da Justiça, David van Weel, condenou as “cenas repugnantes” na plataforma de mídia social X, pedindo uma resposta “extremamente firme” à violência contra as forças da lei e ao uso de discurso de ódio.
“Agradeço a todos os policiais que mais uma vez estão defendendo nosso estado democrático de direito”, escreveu van Weel.
Os distúrbios de sábado seguem-se a uma violência semelhante ocorrida um ano antes, durante uma manifestação de direita na cidade, quando manifestantes incendiaram um carro da polícia e atacaram a sede do partido centrista D66, atualmente liderado pelo primeiro-ministro Rob Jetten.
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