A Operação Galho Fraco II foi defagrada nesta manhã e os alvos são pessoas que trabalham com o líder do PL Sóstenes Cavalcante
Por Misto Brasil – DF
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (1º de julho) a terceira fase da Operação Rent a Car, denominada Operação Galho Fraco II.
O objetivo é aprofundar investigações relacionadas à prática de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.
De acordo com apurações dos portais CNN Brasil e Jota, os principais alvos desta fase são assessores e pessoas ligadas ao deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), atual líder do PL na Câmara dos Deputados.
Em nota oficial, a corporação informou que as medidas judiciais, autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), estão sendo cumpridas no Distrito Federal, em Goiás e Minas Gerais, “para coleta e preservação de elementos de prova”.
Durante as buscas realizadas nesta manhã, os policiais federais encontraram maços de dinheiro em espécie escondidos dentro de livros falsos na residência de um advogado investigado, além de relógios de luxo.
Entenda o Esquema
Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam indícios de um esquema estruturado envolvendo agentes públicos, particulares e pessoas jurídicas “utilizadas para dar aparência de legalidade” à movimentação de recursos públicos.
O foco central está no desvio de verbas da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap) por meio de contratos fraudulentos com empresas de locação de veículos.
Relatórios anteriores da investigação jornalística e policial apontam que assessores de Sóstenes Cavalcante e do deputado Carlos Jordy (PL-RJ) teriam movimentado quase R$ 27 milhões de forma suspeita.
A PF justificou a necessidade das buscas de hoje apontando que foram detectadas “possíveis tentativas de ocultação ou alteração de provas, o que pode caracterizar fraude processual”. A atual fase busca rastrear a real destinação final dos recursos desviados.



















