Operação mira rede de lavagem de dinheiro de R$ 10 bilhões

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Policiais federais durante operação contra financiadores de atos democráticos/Arquivo/Divulgação/PF
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Entre as pessoas presas preventivamente pela Polícia Federal em São Paulo está Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira

Por Misto Brasil – DF

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta sexta-feira (3) a Operação Exchange, uma megaação para desarticular uma organização criminosa internacional especializada em ocultar recursos ilícitos.

A operação ganha forte repercussão por mirar alvos que foram sancionados nesta mesma semana pelo governo dos Estados Unidos devido a supostas ligações financeiras com o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Entre as pessoas presas preventivamente pela PF em São Paulo está Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira.

Segundo informações divulgadas pelo Departamento do Tesouro dos EUA na última quarta-feira (1º), ela atuava como operadora logística e secretária de Victor Henrique de Oliveira Shimada.

Ele é apontado como o líder de um esquema que lavou mais de US$ 30 milhões em solo americano e que atualmente é considerado foragido pelas autoridades brasileiras.

Para desmantelar o esquema, mais de 50 agentes federais foram às ruas para cumprir 13 mandados de busca e apreensão e 11 de prisão temporária.

As ordens judiciais, expedidas pela 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo, têm como alvo endereços na capital paulista, em Santana de Parnaíba, Praia Grande e Santos.

Como parte da ofensiva financeira, conforme a Exame e o Times Brasil, a Justiça determinou o bloqueio e o sequestro de bens, valores e criptoativos dos investigados até o limite astronômico de R$ 10,4 bilhões.

De acordo com o inquérito da Polícia Federal, os investigados operavam uma estrutura financeira altamente complexa.

O grupo combinava métodos modernos e tradicionais de evasão de divisas, que incluíam a transferência de criptomoedas, movimentações bancárias atípicas de alto valor, o uso sucessivo de empresas de fachada e o transporte físico de dinheiro em espécie.

Embora o governo americano tenha vinculado os alvos diretamente à facção criminosa paulista, a PF informou que a investigação em curso foca na lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas, avaliando novos desdobramentos sobre a participação de organizações criminosas no decorrer do processo.

Se condenados, os envolvidos responderão por associação criminosa, lavagem de capitais e crimes contra o sistema financeiro nacional, conforme informou a assessoria da Polícia Federal.

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