O apelo de simpatizantes da direita inverte a lógica da campanha política, que tem como fundamento a discussão de soluções para o país
Por Genésio Araújo Júnior – DF
Dizem que o diabo é sábio, pois é velho.Até perto do início dos anos 90, do século passado, quando o muro de Berlim tinha acabado de cair, se via jovens de esquerda em manifestações usando camisa de Che Guevara, mas o sucesso do plano real logo as fez ficarem raras de ver.
No dia do lançamento da campanha de Flávio Bolsonaro, em Copacabana, se via bandeiras dos Estados Unidos tremulando, com mais destaque que bandeiras do Brasil.
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Os jovens daquela época queriam revolução, mas a turma de hoje pensa em intervenção. Pesquisa Quest, divulgada, diz que 64% do eleitor bolsonarista acha que teremos interferência estrangeira na eleição do Brasil, uma torcida que enche vários maracanãs.
Nesse domingo, uma burocrata dos Estados Unidos falou em censura após o X, antigo Twitter,anunciar que vai obedecer norma eleitoral do Brasil de 2019, e não de agora, que impede que se receba recomendação de candidato que a pessoa não acompanhe.
O bolsonarista deveria falar das ruindades de Lula da Silva e convencer os independentes que Lula da Silva não merece mais o mandato, e não torcer por intervenção no Brasil.
Estranho, pois Jair Bolsonaro se elegeu um dia falando em Deus, Pátria e Família. Estranho Brasil.




















