O novo líder do governo no Senado (é o atual líder no Congresso), senador Romero Jucá (PMDB-RR) tria sido o principal articulador junto à Odebrecht, que rendeu ao seu partido R$ 22 milhões em propinas. O dinheiro teria sido distribuído entre os principais caciques peemedebistas.
É o que diz uma reportagem da Veja com base na delação de 82 páginas do ex-lobista da empreiteira Cláudio Melo Filho. O dinheiro foi como uma recompensa pela articulação das Medidas Provisórias aprovadas no Senado para beneficiar a Odebrecht.
E “Caju”, como era conhecido o senador peemedebista, tinha papel central nessas negociações. Na primeira citação a Jucá em sua delação, o homem que foi diretor de Relações Institucionais da Odebrecht por 12 anos afirma que “todos os assuntos que tratei no Congresso se iniciaram através de Romero Jucá”.
O ex-lobista diz que Jucá o orientava sobre quais passos adotar e quais parlamentares seriam acionados, agindo “em nome próprio e do grupo político que representava, formado por Renan Calheiros, Eunício Oliveira e membros do PMDB”.

















