O matutino que se encontra em dificuldades financeiras, terá que pagar R$ 86 milhões em 15 dias
O desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, Fernando Habibe, indeferiu pedido do Correio Braziliense para suspender a assembleia de credores. A liminar atende os credores que recusaram na assembleia o pedido da direção do matutino de empréstimo de R$ 30 milhões para garantir as operações.
De acordo com a notícia publicada hoje (21) na Coluna Esplanada, os credores vão iniciar nesta quinta-feira o processo num cartório de imóveis de Brasília para executar a dívida da empresa. A partir da notificação, a direção do jornal terá 15 dias de prazo para pagamento de cerca de R$ 86 milhões.
Segundo a reportagem, o processo vem de uma dívida contraída pela direção do jornal junto ao Banco de Brasília (BRB). Foram emitidas debêntures em 2016 numa operação de crédito ao jornal, parcialmente paga.
A situação financeira do jornal vem se deteriorando nos últimos anos. O BRB vendeu o crédito à Casaforte, empresa da família do ex-senador Luiz Estêvão, dono do portal Metrópoles. De acordo com informações dos funcionários, o pagamento dos salários tem atrasado com frequência. A sua equipe também está bastante reduzida, o que prejudicou também a qualidade do produto.

















