Decisão foi tomada em conjunto e o Ibama decide manter agente na região até o final do ano
Por Misto Brasília – DF
O governo federal decidiu permitir que barqueiros acessem os rios da terra indígena yanomami para que ajudem na retirada de garimpeiros ilegais que ainda estão na região.
A medida é uma decisão conjunta entre o Ministério dos Povos Indígenas, o Ibama, a Funai e as Forças Armadas e visa principalmente que os garimpeiros saiam do território indígena de forma pacífica e ordenada, publicou a Veja.
“É importante que os garimpeiros saiam logo dali. A presença deles ali traz um risco fatal aos isolados, por isso aqueles que se recusarem a sair devem ser presos pela operação”, disse a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, em comunicado.
Agentes do Ibama iniciaram na última segunda-feira (06), com apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e da Força Nacional de Segurança Pública, ações de fiscalização para proteger indígenas e combater o garimpo ilegal no território Yanomami, em Roraima.
Neste domingo (12) a direção do Ibama informou que os agentes do órgão devem ficar na região até o final do ano.
A ação aérea é realizada pelo Grupo Especializado de Fiscalização (GEF) do Ibama, que monitora pistas de pouso clandestinas na região. Sobrevoos para identificar e destruir a infraestrutura do garimpo, como aviões, helicópteros, motores e instalações, serão mantidos, segundo informou a assessoria de imprensa do órgão.
O objetivo principal da operação é inviabilizar linhas de suprimento e rotas que abastecem e escoam a produção do garimpo, além de garantir a permanência das equipes de fiscalização por prazo indeterminado. As ações foram acompanhadas pela Procuradoria Nacional de Defesa do Clima e do Meio Ambiente, da Advocacia-Geral da União (AGU).




















