Trump é o primeiro ex-presidente dos Estados Unidos que vira réu

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Donald Trump é o atual presidente dos Estados Unidos/Arquivo/Reprodução/DW
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A um tribunal em Manhattan, Trump declarou-se inocente das 34 acusações feitas contra o bilionário norte-americano

Donald Trump tornou-se nesta terça-feira (04) o primeiro ex-presidente americano a virar réu em um processo criminal. A um tribunal em Manhattan, Trump declarou-se inocente das 34 acusações feitas contra ele. Trump é o primeiro ex-presidente dos Estados Unidos que vira réu. Atualizado às 17h56



Entre as acusações está a de fraude empresarial relacionada ao pagamento, durante a campanha presidencial de 2016, pelo silêncio de uma atriz pornô com quem teria tido um caso extraconjugal, informou a DW.

A alegação de inocência foi feita durante a breve sessão que durou cerca de 40 minutos e na qual os procuradores expuseram a acusação do grande júri visando o ex-presidente e empresário.

Sob forte proteção policial, a caravana de oito viaturas transportando Trump e seus assessores chegou ao tribunal por volta das 13h20 na hora local (4h20 em Brasília), onde o ex-presidente era esperado por milhares de pessoas, entre apoiadores, opositores e jornalistas.



Antes de entrar no prédio, ele não prestou declarações e limitou-se a acenar à multidão. Minutos antes, ao sair da sua residência na Trump Tower, o ex-presidente ergueu o punho na direção das câmaras de televisão.

No tribunal, foram recolhidas suas impressões digitais. Também foi permitido que ele fosse fotografado, mas um acordo estabeleceu que ele não seria algemado.



Nas redes sociais, Trump disse que tudo era “surreal”. “Uau, vão me prender. Não posso acreditar que isso está acontecendo na América”, escreveu Trump.

Ainda nesta terça-feira, ele deve voltar à sua residência de Mar-a-Lago, onde deve fazer um pronunciamento.


Caso envolve o suborno de R$ 682 mil

O caso envolve o pagamento do suborno de 130 mil dólares (cerca de R$ 682 mil) a Stormy Daniels. O pagamento em si não é ilegal. No entanto, a Organização Trump declarou o reembolso a Michael Cohen como “honorários advocatícios”. Se isso for interpretado como falsificação de registros da empresa, seria uma contravenção punível com até um ano de prisão.

Os promotores também podem argumentar que a falsificação foi feita para encobrir outro crime, como financiamento ilegal de campanha, o que configuraria um crime passível de pena de vários anos de prisão.



O ex-advogado de Trump Michael Cohen, uma das testemunhas que depôs, diz que orquestrou pagamentos totalizando 280 mil dólares: 130 mil dólares à atriz Stormy Daniels e 150 mil dólares para a ex-modelo da Playboy Karen McDougal. Cohen disse que transferiu as quantias pouco antes da eleição presidencial em 2016 e foi posteriormente reembolsado pela Organização Trump.

Os promotores de Nova York acusaram Cohen em 2018 e afirmaram que os pagamentos eram contribuições de campanha impróprias porque pretendiam evitar danos a Trump pouco antes da eleição. O advogado de Trump então declarou-se culpado e foi preso por violar a lei federal de financiamento de campanha.


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