Nubank e o cartão de crédito

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David Vélez, fundou em 2014, junto com Edward Wible e Cristina Juqueira, o Nubank, uma startup baseada no uso de tecnologia, que nasceu oferecendo cartões de crédito – roxinhos – sem anuidade, sem tarifas e com taxas de juros mais baixas do que as praticadas no mercado financeiro. Tudo 100% digital.

[Outra startup de sucesso e a Avante, que se especializou em atender as Classes C e D (Veja a reportagem)]

No Nubank cliente abre uma conta por meio do aplicativo no celular, pede o cartão e recebe em menos de cinco dias. O negócio vingou. Em 2017, o Nubank fechou o ano com mais de 3 milhões de clientes, 850 funcionários e uma receita total até a metade do ano de R$ 236,8 milhões.

Segundo analistas, o valor de mercado da empresa já chega a US$ 800 milhões, quase o almejado patamar de unicórnio, como se chamam as firmas avaliadas em mais de um bilhão. “Crescemos mais rápido que imaginamos”, diz o colombiano ao site do El País.

O projeto de um banco digital foi levado à Sequoia, que juntamente com a Kaszek Ventures (da Argentina), aportaram os primeiros dois milhões de dólares à startup. De lá pra cá, diversos investidores já aportaram cerca de 180 milhões de dólares na empresa.

No fim do ano passado, além do cartão roxinho, a fintech – nome dado pelo mercado às startups de tecnologia focada em serviços financeiros – deu o primeiro passo para se transformar em um banco, lançou a NuConta.

Uma conta bancária no qual o dinheiro passa a render automaticamente em uma taxa indexada aos títulos públicos, mais rentável que a poupança. Não há tarifa de manutenção ou custo transferência de dinheiro para outras contas, inclusive de outros bancos. Tampouco há um cartão de débito, mas David acredita que se houver uma demanda dos clientes eles podem tentar criar um.

“No cartão de crédito conseguimos porque não temos as agências físicas. Parte das tarifas dos bancos é para cobrir as despesas da agência, que muitas vezes você nem usa. Muitas pessoas nem querem ir a uma banco. O fato da gente ser 100% digital é uma grande vantagem de custos. Nosso cartão básico não tem programa de milha e temos uma estrutura muito eficiente. Possuímos clientes em todo o Brasil com apenas uma base aqui em São Paulo. E muitas das operações que os bancos fazem com ser humano, nós fazemos com algoritmos, com modelos. Quando vemos um problema, pensamos como criamos um sistema, um software para resolver”.

“Abrir uma empresa no Brasil é muito mais difícil do que nos Estados Unidos, por exemplo. Mas escalar aqui é mais fácil. Lá se você tem uma boa ideia e monta uma startup em dois meses outras vinte estarão tentando competir com você. O mercado é muito eficiente. Mas aqui se você consegue fazer algo diferenciado, é mais fácil de crescer. No Brasil, no entanto, há dificuldades regulatórias, muita burocracia e mais volatilidade”.

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