Rússia retira acordo com EUA sobre plutônio

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Putin é o presidente da Rússia que refez acordo da época da Guerra Fria/The Moscow Times
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O tratado, chamado oficialmente de Acordo Sobre a Gestão e Disposição de Plutônio, havia sido originalmente assinado em 2000

Por Misto Brasil – DF

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, promulgou nesta segunda-feira (27) uma lei que retira formalmente seu país de um acordo com os Estados Unidos sobre reprocessamento de plutônio, cujo objetivo era impedir que ambas as partes fabricassem mais armas nucleares.

A decisão marca a extinção de mais um acordo firmado no período pós-Guerra Fria entre as duas potências nucleares, um movimento que tem se expandindo nos últimos anos em meio à deterioração das relações da Rússia com o Ocidente.

O tratado, chamado oficialmente de Acordo Sobre a Gestão e Disposição de Plutônio (PMDA, na sigla em inglês), havia sido originalmente assinado em 2000.

Ratificado em 2011, ele previa que ambos os países se comprometessem a reprocessar suas reservas de plutônio provenientes da Guerra Fria para convertê-las em combustível que pudesse ser utilizado na energia nuclear destinada à produção de eletricidade.

Pelo tratado, cada parte se comprometia a reciclar 34 toneladas de plutônio – quantidade que eliminaria material necessário para produzir cerca de 17 mil armas nucleares.

No entanto, já em 2016, Putin ordenou por decreto a suspensão da participação da Rússia, em um contexto de degradação das relações com os Estados Unidos durante a presidência de Barack Obama (2009-2017) e a anexação ilegal da península ucraniana da Crimeia pela Rússia.

À época, a Rússia exigiu o fim das sanções ocidentais impostas ao país e a redução da presença militar dos EUA em países do leste europeu para se manter no tratado, o que foi recusado pelos americanos.

“Nenhuma dessas condições foi cumprida. Além disso, os EUA tomaram uma série de novas medidas antirrussas, que alteram radicalmente o equilíbrio estratégico que existia no momento da assinatura do acordo e criam ameaças adicionais à estabilidade estratégica”, afirmou o Kremlin, em nota distribuída pela agência Interfax.

A lei assinada nesta segunda-feira por Putin já havia sido aprovada no início deste mês por ambas as câmaras do Parlamento russo, a Duma – a Câmara dos Deputados – e o Senado, e na prática constitui uma “denúncia” formal do pacto.

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