Vida e morte na Casa Grande

Arthur Lira e Hugo Mota Câmara dos Deputados Misto Brasil
Arthur Lira cumprimenta Hugo Motta quando ele foi eleito presidente da Câmara/Arquivo/Agência Câmara
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O padrinho e o afilhado na Câmara trocaram farpas por conta do resultado das votações em torno das cassações de Carla Zambelli e Glauber Braga

Por Genésio Araújo Jpúnior – DF

Já disse por aqui, talvez porque lia em Sobrados e Mucambos, ou Casa Grande e Senzala, que a senzala só sabe que algo está errado na Casa Grande quando houve zoadarias vindo de lá.

Ficou público o desentendimento entre o ex-chefe da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o atual chefe da Câmara, Hugo Mota (Republicanos-PB), inventou e inventado, por conta da não cassação dos mandatos do deputadoGlauber Braga (PSol-RJ) e da deputada Carla Zambelli (PL-SP).

É público que Arthur Lira disse em grupo de mensagens que é preciso consertar a Câmara, que está um esculhambação.

Em seguida, Mota disse na TV que não se demove por conveniências individuais, nem deve servir como ferramenta de revanchismo. Não fique achando que essa turma vai repetir a cena contada por Shakespeare em Júlio César, com punhalhadas sujando o mármore do Senado Romano.

Os personagens são das violentas Paraíba de João Pessoa, o pivô da Revolução de 30, e da Alagoas de Arnonde Belo, que matou a tiros no Senado, em 1963, o senador do Acre, José Cairala.

Isso, entre os poderosos, infelizmente, para quem adoraria um centrão dividido, não vai se transformar em sangue ou morte. A virilidade desses donos do poder é uma simples zoadaria vindo da casa grande.

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