Expectativa é de uma oscilação mais moderada nos alimentos

Comida fruta e verduras in natura Misto Brasil
Muitos alimentos são jogados fora por pequenas imperfeições/Arquivo/Emater-DF
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Levantamento realizado sobre os preços dos alimentos mostra como deve ser o comportamento dos produtos neste ano

Por Misto Brasil – DF

O estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, realizado pela Neogrid mostrou que o preço médio do café passou de R$ 53,58 para R$ 76,36 no ano passado.

O movimento de subida do alimento ocorreu mesmo em um contexto de produção elevada no país.

Para Anna Carolina Fercher, líder de Dados Estratégicos da Neogrid, o comportamento dos preços ao longo de 2025 ajuda a explicar a perspectiva que se desenha para os próximos meses.

“O ano foi marcado por pressões relevantes em categorias estratégicas, como café e carnes, impulsionadas por custos elevados, oferta mais restrita e forte demanda externa, o que pressionou diretamente o orçamento do consumidor”.

“Para 2026, a expectativa é de uma oscilação mais moderada nos alimentos, com itens ainda sensíveis ao câmbio e à conjuntura global seguindo em alta, enquanto mercadorias básicas tendem a apresentar maior estabilidade, diminuindo o risco de uma inflação disseminada, embora fatores climáticos e macroeconômicos continuem exigindo atenção.”

Outros produtos essenciais na mesa dos brasileiros encareceram em 2025. Os queijos registraram elevação de 12,4% no preço médio nacional, seguidos por margarina (12,1%), creme dental (11,7%) e cerveja (6,2%), evidenciando um cenário de aumentos ao longo dos meses observados.

Apesar da escalada acumulada no ano, o mês de dezembro trouxe certo alívio às compras: itens básicos da cesta tiveram queda nos preços médios no fechamento de 2025, como leite UHT (-5,3%), ovos (-3,6%) e arroz (-2,2%), contribuindo para conter a inflação de alimentos no curto prazo.

Em dezembro de 2025, o sabão para roupa apresentou o maior incremento de preço entre os itens monitorados, com variação de 2,4% na comparação mensal, passando de R$ 14,58 em novembro para R$ 14,94 no último mês do ano.

Na sequência, carne bovina (2,3%), carne suína (2,2%), creme dental (1,5%) e cerveja (1,3%) ficaram mais caros no período.

Na região Centro-Oeste, os suínos lideraram a alta, com ajuste positivo de 16,2%, seguidos por legumes (7,8%), sal (5,5%), bovinos (5,2%) e queijos (2,4%).

Entre os recuos, destacaram-se leite UHT (-7,5%), ovos (-5,9%), farinha de mandioca (-5,1%), detergente líquido (-4,2%) e arroz (-2,8%).

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