O Ministério Público também pediu o confisco de todos os bens apreendidos e o pagamento de uma indenização de seis pessoas
Por Misto Brasília – DF
Seis integrantes de uma organização criminosa acusada de operar um esquema de estelionato e lavagem de capitais conhecido como G44 Brasil foram denunciados.
A partir de um escritório em Taguatinga, o grupo utilizava a promessa de altos rendimentos para atrair e lesar milhares de investidores.
As vítimas estavam em Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Goiás, Bahia, Maranhão e Piauí, com um prejuízo estimado em mais de R$ 1 bilhão.
O esquema começou em 2017 e funcionou por, pelo menos, quatro anos. A organização criminosa recebeu uma quantia de aproximadamente R$ 600 milhões, distribuída entre os beneficiados pelo esquema.
Parte dos recursos teria sido utilizada para a aquisição de bens de alto valor, como veículo de luxo avaliado em cerca de R$ 600 mil, relógios de alto padrão e um imóvel estimado em R$ 2,6 milhões, localizado em Goiânia, pago parcialmente em dinheiro.
Na denúncia, o promotor de justiça Paulo Roberto Binicheski, da Prodecon, pede a condenação dos seis acusados por organização criminosa e lavagem de capitais.
O Ministério Público também pediu o confisco de todos os bens apreendidos e o pagamento de uma indenização mínima de R$ 1 bilhão para reparação de danos causados às vítimas.
Atraídas pela oferta de rendimentos entre 10% e 11,5%, as vítimas firmavam contratos de sócias-cotistas da empresa G44 Brasil.
Os criminosos alegavam que os lucros vinham de operações no mercado de criptomoedas e da mineração de esmeraldas e ouro.
Para convencer os investidores, a quadrilha chegava a organizar visitas guiadas a uma suposta mina em Campos Verdes, em Goiás. As investigações revelaram que o dinheiro dos novos investidores era usado apenas para pagar os mais antigos, caracterizando o chamado esquema Ponzi.



















