A nova fase da operação vem após deputados distritais aprovarem, na terça-feira, um aporte pelo governo Ibaneis para socorrer o BRB
Por Misto Brasil – DF
A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira (4), em São Paulo, o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A detenção ocorreu no âmbito de uma nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras.
A operação também cumpriu ordem de sequestro e bloqueio de bens no montante de até R$ 2 bilhões, “com o objetivo de interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas”, disse a PF em nota.
Veja a decisão do ministro André Mendonça
O ex-diretor de fiscalização do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza e o ex-servidor Belline Santana também são alvos de mandados de busca e apreensão, conforme a CNN.
O cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, é alvo também, mas ainda não foi localizado.
A nova fase da operação vem após deputados distritais aprovarem, na terça-feira, um aporte pelo governo Ibaneis para socorrer o BRB.
A medida foi determinada pelo ministro André Mendonça, Supremo Tribunal Federal (STF), que assumiu a relatoria do processo após Dias Toffoli deixar o caso.
Vorcaro já havia sido preso em novembro do ano passado enquanto tentava embarcar em Guarulhos em um jato particular. A PF apontou tentativa de fuga, mas ele negou com a alegação de que teria reunião marcada com supostos compradores do Master.
Ele foi solto dez dias depois com o cumprimento de cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, lembrou o InfoMoney.
Segundo a PF, a nova fase da investigação apura, com apoio do Banco Central, a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master. A Justiça expediu um mandado de prisão preventiva contra Vorcaro, que foi levado para a Superintendência da Polícia Federal na capital paulista.
Ao todo, a PF cumpre mais três mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais. Também foram determinadas medidas cautelares contra outros investigados, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. Um dos demais alvos seria Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de fiscalização do Banco Central.
De acordo com a PF, o nome da operação faz referência à ausência de controles internos nas instituições envolvidas, o que, segundo os investigadores, teria permitido práticas como gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e manipulação de mercado.




















