A alegação de que o pré-candidato Lula da Silva estava impedido de participar de entrevistas, sabatinas e gravações como os demais pré-candidatos à presidência da República foi uma das condições para que o desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Rogério Favreto, concedesse liberdade provisória a Lula da Silva.
Rogério Favreto declarou à BBC Brasil que não exerce qualquer atividade político-partidária. “Obviamente que não tenho e nenhum magistrado pode ter”, disse. “Respondo pelas decisões com fundamentação e elas são apreciadas pelos órgãos competentes”.
O senador José Medeiros (Podemos-MT) apresentou reclamação disciplinar ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) na noite passada contra Favreto. Somente domingo, a questão da liberdade de Lula provocou sete despachos, a última assinada pelo presidente do TRF4, Thompson Flores, mantendo o ex-presidente na cadeia.
Para José Casado, em O Globo, decisão de Favreto desnudou uma crise no Judiciário. Na opinião do colunista, ela apresenta um risco real ao regime democrático. Entre outras razões porque liquefaz a confiabilidade no funcionamento do sistema judicial, cuja credibilidade já estava corroída por um histórico de confusões éticas combinado a um alto e ainda obscuro custo operacional, com baixo rendimento para a sociedade.























