Em ofício encaminhado para a direção do BC, Luiz Carlos Hauly sugeriu medidas para que os prejuízos não sejam socializados
Por Misto Brasil – DF
Segundo o parlamentar, dados amplamente divulgados pela imprensa indicam que o BRB enfrenta um quadro grave de deterioração de liquidez e perda de credibilidade, associado a operações bilionárias com instituição financeira privada sob investigação.
Leia – ação contesta lei distrital que autoriza capitalização do BRB
Leia – novos números sobre os negócios BRB-Master
Leia – BRB pediu garantia de reserva para cobrir prejuízos
Leia – BRB não apresenta o balanço de 2025 conforme previsto
As estimativas apontam para uma necessidade de recomposição de capital que pode chegar a R$ 8 bilhões, além de tratativas para captação de aproximadamente R$ 4 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Para Hauly, qualquer forma de socorro estatal, seja por aval implícito, flexibilização regulatória ou apoio indireto, representa um grave risco ao sistema financeiro nacional.
Segundo ele, esse tipo de intervenção cria distorções conhecidas como risco moral, incentivando práticas irresponsáveis e comprometendo a disciplina de mercado.
“O Brasil não pode repetir erros do passado, socializando prejuízos privados às custas da sociedade”, afirma o deputado.
Ele defende que qualquer decisão do Banco Central deve seguir critérios rígidos e inegociáveis: cumprimento estrito das normas prudenciais; proibição de tratamento privilegiado por se tratar de banco estatal; prioridade absoluta a soluções de mercado; aplicação de medidas de resolução, se confirmada a inviabilidade da instituição.


















