O fim de semana do descanso

Livro e banco
Lançamento será feito pela internet e reúne textos inéditos de vários países/Arquivo
Compartilhe:

 

A semana termina com um saldo de cansaço. A greve dos caminhoneiros tirou o sono de muita gente e animou outro bocado. O sábado é de avaliar, de fazer o rescaldo e de ficar de olho nas bombas de combustíveis.

O abastecimento é precário, mas informa-se que tudo voltará ao normal nos próximos 15 dias. É preciso um pouco de descanso, porque a próxima semana não será diferente com sobressaltos num país conflagrado por ideias e opiniões.

Infelizmente, a rede da mentira não para. Até na Alemanha essa praga é real. Último exemplo: a notícia de que animais selvagens teriam escapado de zoológico durante tempestade causa apreensão entre moradores da região do Eifel. Mas eles não deixaram o local. Somente um urso que fugiu do cercado foi abatido.

Há muita coisa interessante acontecendo no Brasil, pois nem tudo é só desgraça. Há muita gente boa que pesquisa, realiza e transmite. É preciso levar isso em conta quando fazemos uma pausa neste final de semana para o descanso sagrado.

Minha pequena contribuição é sugerir a leitura de livros e nesta linha aponto “A décima terceira história”, de Diane Stterfield. É uma publicação que já tem mais de dez anos, mas contribui para passar o tempo a partir de um texto robusto e profundo. Para quem sofre as agruras das finanças aos frangalhos, como eu, a leitura sempre é bem-vinda.

A falta de dinheiro faz com que a gente se adapte ao tempo e às dificuldades. Andar, correr, pedalar, sentar na praça ou brincar com o cachorro ou com os filhos é um programa interessante e sadio, pois nem tudo na vida se faz com a grana no bolso ou com um cartão de crédito sem limite. É preciso ter um olhar otimista, menos consumista, sobre seu círculo, mesmo quando o que se passa ao seu redor pareça ser negativo e frustrante.

Não busquemos milagres ou facilidades. Creio que a ação está ligada exatamente ao que fizemos individualmente, sem passar responsabilidades adiante.

Precisamos nos sentir bem, sem muita pressa, como descreveu o personagem do livro de Diane Stterfield: “Do lado de fora, um azul radiante, sem nuvens, estendia-se por todo o horizonte …era como se meses longos e dias encobertos a luz tivesse acumulado por trás das nuvens, e agora, que as nuvens haviam ido embora, nada pudesse impedi-la de jorrar, encharcando-nos de claridade por pelo menos duas semanas…”

 

PARTICIPAÇÃO DO LEITOR

Participe desta discussão

Compartilhe sua opinião sobre este assunto. As participações passam por análise editorial antes de qualquer utilização no site.

Seu e-mail não será publicado.
Entre 20 e 3.000 caracteres.

Assuntos Relacionados

Siga o Misto Brasil

Acompanhe em todas as redes

Notícias, vídeos e destaques em tempo real. Escolha sua rede favorita.

Dica: acompanhe também pelo WhatsApp para receber atualizações rápidas.

Brasília e Entorno do DF

Oportunidades